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Sob a Chuva - 1



Uma suave e fria corrente de ar adentrou por entre as cortinas do dossel, tocando as costas nuas de pele alva e delicada, provocando-lhe um pequeno arrepio, fazendo com que a moça despertasse.

Como de costume, não abriu os olhos logo que voltou a si, deixando que seus outros sentidos acordassem primeiro. Seus ouvidos captaram o barulho da chuva forte no telhado e na varanda do quarto; seu olfato sensível foi invadido por uma infinidade de cheiros(terra molhada , as flores do jardim do palácio, a refeição que estava sob a mesa, um licantropo...); em seu paladar ainda havia o maravilhoso e inconfundível sabor do beijo de Lisandro; e em sua pele sentia o doce calor do corpo maculo e viril sobre o qual estava deitada, braços fortes envolvendo-a num gostoso abraço.

Suspirou profundamente, aninhando-se mais ao rapaz, sem evitar que um sorriso de felicidade incalculável se forma-se em seu rosto. Estava feliz. Muito mais do que imaginou que seria algum dia. Talvez até mesmo a palavra felicidade não fosse o bastante para definir aquele sentimento maravilhoso que dominava todo seu ser.

E pensar que até pouco tempo atrás, tinha certeza incontestável que nunca conseguiria esquecer seu primeiro grande amor, que não amaria ninguém além dele... Boba! Além de tê-lo esquecido, havia encontrado alguém por quem sentia um amor infinitamente maior; muito maior do que podia explicar ou mesmo entender. Lisandro sim era seu verdadeiro e grande amor. E o melhor de tudo era a certeza incontestável que era amada com a mesma intensidade.

Ergueu um pouco a cabeça e ao abrir os olhos pôde admirar o belo rosto de seu esposo, no qual havia um discreto, mas perceptível sorriso de satisfação. Também, depois da noite espetacular que tiveram, ela mesma devia estar com um sorriso de boba alegre. Se amar e ser amada era uma das melhores coisas que podiam existir no universo, fazer amor com o ser amado era impossível de ser descrito.

Começou a cariciar o rosto dele com as pontas dos dedos – suavemente para não acordá-lo – ao mesmo tempo que admirava cada detalhe daquela face de traços tão harmônicos . Como ele era lindo... Perfeito! Poderia passar a eternidade daquele jeito: nos braços do homem que amava, apenas admirando sua beleza e embalada pelo som da sua respiração.

De repente as pálpebras dele se abriram, revelando os intensos olhos dourados do licantropo que ao cruzarem, pareceram sorrir.

Ver aquele rosto alegre, de traços ainda um pouco infantis, emoldurados por longas madeixas castanho escuras, encheu o peito de Lisandro de uma felicidade tão completa, que o rapaz tinha a sensação que poderia acabar explodindo. Era a melhor visão que poderia desejar ter ao acordar; e pensar que a partir daquele dia aquele rosto seria a primeira coisa que veria ao despertar, fazia com que o sentimento que inflava seu peito se torna-se m algo quase palpável.

Ainda era difícil de acreditar que estava realmente ali, Giovana em seus braços; que ela havia se tornado sua esposa e tinham partilhado uma noite maravilhosamente inesquecível. Já havia sonhado com aquilo tantas vezes... Estaria sonhando novamente? Não... Aquele corpo de pele macia por cima do seu era rela demais pra ser só um sonho.

Levou a mão até a nuca da garota, sentindo os fios sedosos sob seus dedos para trazer o rosto dela pra junto do seu e assim unirem seus lábios num beijo apaixonado.


CONTINUA...

1 comentários:

Jonas Lupus disse...

Rafaela!

Ow, ao ler os dois primeiros paragrafos eu pude notar algo.

A sua maneira de escrever evoluiu de uma maneira impressionante.

Sério!

Percebe-se ao ler este texto e outros antigos que você realmente está cada ai melhor!

=**

Vou continuar a ler!

Jonas Lupus disse...

Rafaela!

Ow, ao ler os dois primeiros paragrafos eu pude notar algo.

A sua maneira de escrever evoluiu de uma maneira impressionante.

Sério!

Percebe-se ao ler este texto e outros antigos que você realmente está cada ai melhor!

=**

Vou continuar a ler!